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Crise impulsiona apps de delivery e muda hábitos de compra dos brasileiros

Com a rápida disseminação do novo coronavírus (COVID-19), inúmeros especialistas recomendaram o isolamento domiciliar ao maior número de pessoas possível para evitar contaminações. Em meio às projeções de retração expressiva para a economia em 2020, os aplicativos de delivery ganham destaque, pois têm sido a solução para evitar idas a alguns locais públicos, como farmácias, supermercados e restaurantes. O aplicativo de delivery Rappi, por exemplo, registrou um aumento de 30% no número de pedidos nas últimas semanas. E o seu negócio? Já possui serviço de delivery?

Para o economista e presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (IBEVAR), Claudio Felisoni de Angelo, o setor, que há alguns anos já faz parte da rotina de muitos consumidores que buscam imediatismo e evitam pegar filas em lojas físicas, ganha ainda mais força na quarentena.

“O serviço facilita a compra de itens como alimentos, artigos de higiene e limpeza, que são o foco neste período de isolamento. Além de serem produtos essenciais em um momento de cuidado extremo com a saúde, o consumidor não está confiante para comprometer seu orçamento com itens que não sejam realmente básicos neste cenário”, explica o especialista.

Segundo levantamento do RankMyAPP, empresa de inteligência de marketing e aquisição para aplicativos de celular, o número de donwloads de apps de delivery no Brasil aumentou 15% nos primeiros dias de março, registrando um pico no dia seis de 126%, ambos comparados com os mesmos períodos de 2019.

A tecnologia mudou o hábito de consumo dos brasileiros e, apoiado por grandes redes varejistas, os aplicativos de delivery oferecem agilidade, praticidade e comodidade. “É uma tendência que deu certo na nossa realidade, que tem uma grande demanda e se tornou uma saída para quem pode ficar em casa”, completa Felisoni.

Embora preocupante, a crise se tornou uma oportunidade para que varejistas e prestadores de serviços ajustassem as operações para atender também no comércio eletrônico, como foi o caso de lojas de chocolate no período de Páscoa, mercados de bairro ou pequenas farmácias. A startup Eu Entrego, por exemplo, que conecta entregadores autônomos a empresas, registrou um aumento cinco vezes maior em pedidos de supermercados e mercearias.

A tendência é que outros segmentos do varejo, pouco comuns de serem encontrados nos apps de entrega, como lojas de roupas e sapatos, brinquedos e aparelhos eletrônicos, invistam no modelo on-line mais ativamente. “É esperado que essas categorias passem a oferecer produtos e serviços por delivery de forma mais constante, mesmo após a pandemia. Podemos presenciar uma revolução do varejo como conhecemos quando a situação passar”, finaliza o economista do IBEVAR.

Como se cadastrar em apps de delivery

Além da possibilidade de oferecer o serviço de delivery diretamente no estabelecimento, ou seja, o consumidor liga ou manda mensagem e o estabelecimento responde pela entrega com um entregador próprio, também dá para fazer o cadastro nos aplicativos. A vantagem é a visibilidade.

No caso do Ifood, a mensalidade básica para quem vai fazer a entrega por conta própria é de R$ 100. Também há um percentual de 12% sobre o valor dos pedidos, incluindo a taxa de entrega. Já se o negócio quiser que o IFood faça a entrega, a mensalidade é de R$ 130 e o percentual sobre o valor dos pedidos sobe para 27%.

No Uber Eats, o preço tem dois componentes. A taxa de ativação única cobre um kit de boas-vindas, tablet, software de restaurante e sessão de fotos profissionais. A taxa de serviço é uma porcentagem de cada pedido do restaurante feito pelo Uber Eats. Para saber mais informações é preciso escrever para restaurants@uber.com.

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