Informativos

Trabalho remoto: Autonomia que exige mais do trabalhador

O trabalho remoto pode parecer tentador: menos tempo em deslocamento, ficar no conforto do lar e fazer seus próprios horários. Sem dúvida há muitas vantagens, mas se engana quem pensa que os profissionais desta realidade trabalham em pijamas e apenas quando têm vontade: trabalhar remoto requer ainda mais disciplina e estrutura de quem está em casa.

Segundo a Slik, empresa focada em mesas com regulagem de altura, mais de um terço das suas vendas vão para funcionários remotos ou profissionais liberais que buscam montar ambientes ergonômicos e produtivos em casa. “A preocupação com o mobiliário adequado, frente a ausência de um ambiente de escritório fornecido por uma empresa, é bastante válida para poder manter o mesmo nível de trabalho ou superior”, afirma Thiago Faria, sócio-proprietário da Slik. A vantagem de uma solução como a da Slik é a possibilidade de intercalar momentos de trabalho em pé e sentado, promovendo mais energia, bem-estar e ergonomia para quem fica em casa.

Além do espaço físico adequado para a função desempenhada, é importante a criação de rotinas claras e alinhadas com a equipe remota. Segundo pesquisa realizada pelo espaço de coworking Spaces, 55% dos entrevistados no Brasil fazem home office pelo menos uma vez por semana. Por mais que fiquem em casa, muitos optam por “se vestir” para o trabalho como se fossem a um escritório, principalmente se houver a possibilidade de alguma videoconferência. Alinhar horários com a equipe remota também é outro ponto comum entre esses profissionais, tanto para que a equipe saiba quando podem contar com o colega remoto, quanto para que quem está remoto não ultrapasse a carga horária acordada com demandas fora do seu horário.

Ainda sobre horários de trabalho, nota-se a importância de separar a vida pessoal e profissional de forma saudável, já que ambos estão ocupando o mesmo ambiente: o lar. Ao contrário de um escritório que possui horários de entrada e saída, no home office essa separação fica a cargo do trabalhador, que pode se ver tentado a dar uma esticada na jornada de trabalho pela comodidade de não haver uma estrutura externa dando este limite.

Outro fator que pode aumentar a jornada de trabalho não intencionalmente é a preocupação em realizar mais entregas para “compensar” o fato de estar em casa, como se trabalhar remotamente fosse visto como uma folga. À medida que a relação de trabalho amadurece, é importante que as pessoas que trabalham em escritórios e as empresas eliminem os preconceitos desta modalidade de trabalho. Conversar abertamente sobre este medo de julgamento pode ser uma saída para criar laços de confiança em equipes mistas entre profissionais remotos e presenciais.

Segundo a Robert Half, é crescente a oferta de trabalho remoto no Brasil e esta não é apenas uma onda passageira. Estar preparado para esta realidade renderá às empresas mais facilidade na contratação de profissionais que não necessariamente residem no município sede da empresa, além de possibilitar aos profissionais um alinhamento de planejamento de vida com as melhores oportunidades profissionais.

Aza ContabilidadeTrabalho remoto: Autonomia que exige mais do trabalhador