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Fintechs são novas portas de acesso a serviços financeiros

O termo desbancarização pode soar diferente, mas se refere a algo bastante comum no cenário mundial das finanças. O Banco Mundial estipula que em 2011 havia 2,5 bilhões de desbancarizados no mundo e 200 milhões de micro e médias empresas sem acesso a serviços financeiros e de crédito. Em 2017, com o surgimento das fintechs – startups da área de serviços financeiros – o número dos sem acesso aos serviços bancários caiu para 1,7 bilhão de pessoas.

A onda dos desbancarizados

No Brasil, o IBGE estimou 60 milhões de desbancarizados, o que equivale a quase metade das 110 milhões de pessoas economicamente ativas. Mas com um alto volume de transações, as classes B e C, antes negligenciadas por não conseguirem comprovar renda, passam a ser um novo mercado a se conquistar.

A ByeBnk, fintech criada no início de 2018 em Belo Horizonte, nasceu da insatisfação com a falta de abrangência dos grandes bancos. Ela veio para oferecer serviços que utilizam a tecnologia para chegar a todos. Atualmente tem também escritório em São Paulo e vê seus clientes aumentarem a cada dia.

A empresa oferece carteiras digitais para pessoas físicas e jurídicas e serviços de pagamentos, recebimentos, cartão de crédito e espaço para e-commerce, tudo na mesma plataforma. “Temos muitos brasileiros sem acesso a serviços bancários ao mesmo tempo em que há 2,4 smartphones por pessoa aqui. A tecnologia tem sido a saída para esse problema”, analisa Theo Lamounier, diretor na ByeBnk.

Também na esteira de facilitar a entrada das pessoas no mercado das transações financeiras, a PagueVeloz começou a operar em 2013. A fintech emite boletos para pagamentos, e desde então, ampliou bastante os serviços oferecidos aos seus 15 mil clientes.

As fintechs vieram para ficar?

Captura de transação de cartão de crédito, cartões pré-pagos, contas digitais, fornecimento de crédito e comunicação via SMS aceleram os fluxos financeiros das empresas. Dessa forma, elas tem maior agilidade e recebem ou pagam mais rápido. “A tendência é a desmaterialização do dinheiro. Cada vez mais os pagamentos não utilizam moeda em espécie e as transações digitais aumentam a cada ano”, lembra Neto Spengler, diretor de Negócios da PagueVeloz.

A tendência observada por Neto está certa. O número de contas movimentadas por meio de mobile banking igualou-se ao de contas movimentadas por internet banking, pela primeira vez, em 2017, totalizando 59 milhões em cada canal. Já as fintechs receberam e movimentaram no mundo todo o equivalente a 39 bilhões de dólares, de 2014 a 2018, como mostra o relatório 2019 Fintech Trends To Watch.

O incentivo a elas também acontece por meio de programas de tração como o Hubble, iniciativa do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais – BDMG e LM Ventures, da qual fazem parte tanto a PagueVeloz quanto a ByeBnk. Elas foram selecionadas para a sua primeira edição que busca a geração de negócios e tração dessas startups no mercado. Junto de outras 13 empresas, durante seis meses, elas participam do programa equity free e open innovation, no qual recebem workshops, palestras e mentorias.

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