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Boas causas: Classe média brasileira tem potencial doador de R$20 bilhões ano

O IDIS, representante da Charities Aid Foundation no Brasil, divulga um novo relatório da entidadesobre doações no país. Nele, afirma que, se a classe média brasileira dedicasse apenas 0,5% de seus gastos para filantropia isso geraria aproximadamente R$ 20 bilhões ao ano para boas causas, levando em conta o atual cenário econômico.

A partir desse novo dado, é possível concluir que a classe média sozinha teria potencial para doar uma vez e meia o volume doado por todos os brasileiros em 2015, que foi de R$ 13,7 bilhões, segundo a pesquisa Doação Brasil, feita pelo IDIS.

Insegurança ainda freia ações

Ao mesmo tempo, o estudo sugere que, para aumentar a cultura de doação no Brasil, as pessoas precisam ter certeza de como o seu dinheiro será utilizado. E muito trabalho ainda precisa ser feito para aumentar a confiança e criar total transparência no terceiro setor.

“Para nós está muito claro que ainda há desafios a serem vencidos e que precisamos fortalecer uma cultura de doação aqui no Brasil, além de criar mecanismos que gerem maior confiança nas instituições”, diz a presidente do IDIS, Paula Fabiani.

O relatório Perspectivas para a Filantropia Global: O Poder Transformador da Doação da Classe Média examina a oportunidade que a classe média emergente mundial representa para a sociedade civil. Também lança um olhar crítico sobre o seu estado atual.

Em número globais, a classe média emergente no mundo poderia destinar US$ 319 bilhões (cerca de R$ 1 trilhão) para ajudar os mais necessitados anualmente, até 2030. Para isso, bastaria doar apenas 0,5% de seus gastos.

Esse número representa, por exemplo, mais do que o dobro do recorde US$ 147 bilhões dado pelos 35 países membros da OCDE para desenvolvimento das regiões mais pobres. Esse valor também é maior do que o PIB de países como África do Sul, Dinamarca e Singapura

O que pode alavancar atitudes em prol de boas causas?

O relatório também mostra as barreiras que devem ser superadas para que esse movimento possa se tornar realidade:

• Falta de financiamento para os serviços de apoio aos doadores e instituições sem fins lucrativos

• Falta de confiança no terceiro setor

• Falta de financiamento direto para organizações locais por parte dos doadores internacionais

• Falta de doações locais em economias emergentes.

Principais conclusões:

• As economias emergentes serão responsáveis pela maioria da população de classe média do mundo num futuro próximo

• Para alcançar este objetivo, os governos e instituições devem concentrar-se no desenvolvimento da infraestrutura local da sociedade civil. Assim como ajudar as organizações sociais e os doadores a serem mais eficazes

• É preciso gerar mais confiança e transparência. Além de reduzir o risco de fraude e capacitar comunidades a tornarem-se protagonistas da mudança social

“Os governos, instituições sem fins lucrativos e a população em geral precisam trabalhar em conjunto para criar uma sociedade civil forte, eficaz e independente, para que as pessoas possam confiar e, então, poderemos aproveitar essas mudanças sociais e estruturais para tornar o mundo um lugar melhor”, avalia Sir John Low, diretor executivo da CAF.

O relatório completo, em português, pode ser baixado em www.idis.org.br.

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