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Colaboradores com necessidades especiais requerem RH preparado

O recrutamento é a porta de entrada da empresa e por isso o papel do RH ao integrar colaboradores com necessidades especiais é tão importante. Cabe a esse setor desenvolver as estratégias de inclusão sustentáveis.  Além de permitir que sejam colocadas em prática e tenham acompanhamento adequado.

Para isso, é necessário que todos os profissionais do RH estejam preparados para colocar em prática o plano de inclusão. O indicado é que todos possam passar por um treinamento que oriente e sane todas as dúvidas que possam ocorrer nesse processo.

Somente após a capacitação é que o papel do RH na inclusão realmente tomará forma e as atividades poderão ser realizadas de forma satisfatória.

A inclusão de colaboradores com necessidades especiais

O trabalho precisa ser contínuo e supervisionado para que a inclusão alcance os seus objetivos. O papel do RH se divide em diferentes etapas. Por vezes, é protagonista e, em outras, orienta colaboradores e setores da empresa. Dentre as atividades a serem desenvolvidas estão:

– Recrutamento e seleção

Os recrutadores e gestores precisam estar preparados para avaliar candidatos com necessidades, levando em consideração suas habilidades, possibilidades e também o tipo de necessidade que ele tem. O processo deve permitir que o candidato possa participar sem ser discriminado e que não encontre nenhuma barreira para realizar qualquer uma das etapas.

O RH é o principal canal de comunicação entre gestores e candidatos e deve garantir que qualquer tipo de preconceito seja rompido para que a empresa possa contar com os melhores profissionais em seu quadro de colaboradores.

– Análise de acessibilidade

Garantir a acessibilidade dos profissionais é fundamental. Para isso, é necessário um estudo de análise de acessibilidade tanto física quanto tecnológica. O papel do RH é garantir que tal estudo seja realizado. Assim como verificar que as adaptações necessárias sejam feitas em conjunto com a área de infraestrutura.

Outros setores da empresa podem e devem ser envolvidos neste processo. É possível, por exemplo, contar com a ajuda do departamento de segurança do trabalho para que sejam avaliadas as condições de acessibilidade física. O departamento de TI pode verificar a acessibilidade tecnológica também.

Não havendo recursos internos para tal análise, recomenda-se contratar profissionais externos para esse fim.

– Envolver gestores e realizar a comunicação

No início, gestores e diretores podem se mostrar um pouco resistentes a terem profissionais com necessidades especiais na equipe. O RH deve deixar clara a contribuição que os profissionais podem trazer e garantir a aceitação do novo colaborador.

Palestras de conscientização e estratégias internas de comunicação que abordem o assunto com naturalidade facilitam esse processo. Em parceria com o Marketing, uma campanha bem desenvolvida pode reverter a resistência e até mesmo receio existente por parte dos gestores.

Se continuar havendo resistência, o RH pode intensificar as ações e procurar ajuda externa. Consultorias especializadas podem auxiliar no envolvimento dos gestores e em outras etapas inclusivas.

– Treinamento dos profissionais

O treinamento de profissionais com e sem necessidades especiais deve ter o mesmo objetivo para que todos possam se desenvolver de forma equilibrada. Para profissionais que já possuem formação, essa etapa costuma se resumir a procedimentos específicos da organização.

O RH pode definir junto com as áreas internas quais serão os conteúdos ministrados e o período em que ocorrerão as capacitações. Dessa forma, os colaboradores podem desenvolver as suas atividades. Deve-se também selecionar profissionais que ficarão responsáveis por ensinar os conteúdos tanto para novos como para antigos funcionários.

– Acompanhamento

O papel do RH na inclusão não se resume a contratar os profissionais. Ele também orienta os gestores e deixa que todo o trabalho seja desenvolvido por outras áreas. É preciso realizar um acompanhamento, garantindo a ambientação do novo colaborador com a equipe e a empresa.

É preciso acompanhar a adaptação e desempenho do profissional. E verificar se todo o trabalho anteriormente realizado teve o impacto esperado. O RH tem o papel de servir como um suporte para necessidades que os profissionais e as áreas venham a apresentar.

O RH não se limita apenas a uma determinada área da empresa, a sua abrangência tem impacto em toda a organização. Os profissionais precisam se preparar para lidar com todos os entraves que venham a surgir para que a inclusão ocorra de fato.

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